O sono é um dos pilares fundamentais da saúde, ao lado da alimentação adequada e da prática de atividade física. Ainda assim, ele costuma ser negligenciado na rotina moderna, marcada por excesso de estímulos, uso prolongado de telas e jornadas cada vez mais intensas.

Dormir bem não é apenas uma questão de descanso: durante o sono, o organismo regula funções metabólicas, hormonais, imunológicas e cognitivas essenciais para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças.

No blog de hoje, vamos entender o sono, por que ele é tão importante para o corpo adulto e como hábitos adequados, aliados (quando necessário) à suplementação, podem contribuir para noites mais restauradoras.

 O que é o sono e por que ele é tão importante?

O sono é um estado fisiológico ativo e altamente organizado, no qual ocorrem processos fundamentais para o funcionamento do organismo. Durante esse período, o corpo passa por diferentes fases, cada uma com funções específicas relacionadas à recuperação física, consolidação da memória e regulação hormonal.

É durante o sono que o organismo:

·         Favorece a reparação celular

·         Regula hormônios ligados ao metabolismo e ao apetite

·         Fortalece o sistema imunológico

·         Consolida aprendizados e memórias

·         Promove equilíbrio emocional e cognitivo

A privação ou má qualidade do sono compromete esses processos e pode gerar impactos significativos na saúde ao longo do tempo.

Como está o sono dos brasileiros?

Os distúrbios do sono têm se tornado cada vez mais comuns no Brasil. Insônia, dificuldade para iniciar ou manter o sono, despertares noturnos frequentes e sensação de sono não reparador fazem parte da realidade de muitos adultos.

Fatores como estresse crônico, uso excessivo de dispositivos eletrônicos, alterações no ritmo de trabalho, ansiedade e hábitos inadequados contribuem para esse cenário. Como consequência, uma parcela significativa da população dorme menos horas do que o recomendado ou apresenta baixa qualidade do sono.

Esse padrão não afeta apenas a disposição no dia seguinte, mas também a saúde a médio e longo prazo.

Como os distúrbios do sono afetam a saúde?

A falta de sono ou o sono de má qualidade está associada a diversos impactos negativos no organismo adulto, incluindo:

Alterações metabólicas

O sono inadequado pode interferir na regulação da glicose, no metabolismo energético e no controle do apetite, favorecendo desequilíbrios metabólicos.

Comprometimento do sistema imunológico

Dormir mal reduz a eficiência da resposta imune, tornando o organismo mais suscetível a infecções e inflamações.

Saúde cardiovascular

Distúrbios do sono estão associados a alterações na pressão arterial e no funcionamento cardiovascular.

Saúde mental e cognitiva

A privação de sono afeta concentração, memória, humor e desempenho cognitivo, além de estar relacionada a maior risco de ansiedade e estresse.

Esses efeitos reforçam que o sono não é um luxo, mas uma necessidade biológica essencial.

Ciclo circadiano: o relógio biológico do corpo

O ciclo circadiano é o mecanismo interno que regula o ritmo sono–vigília ao longo de aproximadamente 24 horas. Ele é influenciado principalmente pela exposição à luz e pela rotina diária.

Durante a noite, com a redução da luminosidade, o organismo aumenta a produção de melatonina, hormônio que sinaliza ao corpo que é hora de dormir. Já pela manhã, a luz inibe essa produção, favorecendo o estado de alerta.

Hábitos como dormir e acordar em horários irregulares, exposição excessiva à luz artificial à noite e rotinas desorganizadas podem desregular esse ciclo, dificultando o início e a manutenção do sono.

 Sono e suplementação: quando pode ser uma aliada?

A base para um sono de qualidade envolve hábitos adequados, como rotina regular, ambiente propício e redução de estímulos antes de dormir. No entanto, em alguns casos, mesmo com essas medidas, o sono pode permanecer inadequado.

Nessas situações, a suplementação nutricional, quando bem indicada, pode atuar como um suporte para auxiliar na regulação do sono e do ciclo circadiano.

Entre os ativos mais estudados e utilizados para esse fim estão a melatonina e a glicina.

Melatonina e glicina: como atuam no organismo?

Melatonina

A melatonina é um hormônio naturalmente produzido pelo organismo, fundamental para a regulação do ciclo circadiano. Sua suplementação pode auxiliar na sinalização do horário de dormir, contribuindo para a organização do ritmo sono–vigília, especialmente em casos de rotina irregular ou dificuldade para iniciar o sono.

Glicina

A glicina é um aminoácido que atua no sistema nervoso central, associado a efeitos relaxantes e à melhora da qualidade do sono. Ela pode contribuir para um sono mais profundo e restaurador, auxiliando também na recuperação física e na sensação de descanso ao despertar.

A associação desses ativos pode atuar de forma complementar, favorecendo tanto o início quanto a qualidade do sono.

 Conclusão

O sono é um componente indispensável para a saúde física, mental e metabólica do adulto. Dormir bem significa permitir que o organismo execute processos essenciais de regulação, recuperação e equilíbrio.

Em um cenário onde os distúrbios do sono são cada vez mais frequentes, compreender a importância do ciclo circadiano, adotar hábitos saudáveis e, quando necessário, contar com o suporte da suplementação pode fazer toda a diferença para noites mais restauradoras e dias mais produtivos.